Tantos problemas, se já não fossem demais, podem ainda ter mais um efeito colateral: medo de ser feliz – de nos permitirmos outras experiências, outros prazeres, paixões e amores. Pior ainda quando se, além do medo, também sentimos culpa.
Como ousar ser feliz, apesar de tudo? Como sorrir e gargalhar em meio a tanto sofrimento alheio; ou, mesmo, depois de nós mesmos já termos sofrido tanto?
A coragem, como todos já sabem pelo clichê, não é a ausência do medo: é ir – de um lugar para o outro, dentro e/ou fora de você – com medo mesmo. O que seria a vida sem o desafio?
Sem o movimento de ir para outros lugares, de ser “outras pessoas”? Se tudo o que temos da vida são as nossas experiências, quais você está se permitindo ter?